Casos de raiva já ultrapassam os do ano passado

Nos quatro primeiros meses deste ano, 11 casos de raiva já foram registrados em Jundiaí, superando os números do ano anterior, que registrou 3 casos. Até o momento, outros 25 morcegos estão em análise.

A Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) – órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) – aponta que todos os morcegos recolhidos são encaminhados para análise no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município de São Paulo.

Havendo animais contactantes com os morcegos análise é priorizada

O resultado do diagnóstico de raiva é disponibilizado ao município em cerca de uma semana. Havendo animais contactantes com os morcegos, a análise é priorizada, podendo o resultado ser emitido em dois dias. Neste ano, até o momento, foram recolhidos e encaminhados 275 morcegos para análise.

De acordo com o coordenador da VISAM, o veterinário Luis Gustavo Grijota Nascimento, os casos registrados não estão fora da normalidade.

“De 11 casos registrados, 7 foram identificados na mesma região. Como os morcegos são gregários [convivem em grupo] imaginamos que um morcego contaminado tenha transmitido para outros morcegos. Históricamente na região, 1,5% de animais com suspeita de raiva são capturados e recolhidos, então é absolutamente normal. A positividade diminuiu muito”, explicou o coordenador.

Para identificar um morcego contaminado, é preciso verificar seu comportamento.

“Na raiva, há uma alteração neurológica que pode mudar o comportamento do animal, então ele pode estar voando desordenadamente, mais agressivo ou durante o dia. A raiva acomete qualquer mamífero, então tanto os morcegos que se alimentam de frutos tanto os que se alimentam de sangue, são suscetíveis a contraírem a doença e transmitirem para outro animal ou humano”, explica.

ORIENTAÇÕES

O coordenador orienta os moradores para o caso de encontrem um morcego.

“A orientação é nunca colocar a mão, não ter contato direto. O melhor é colocar um balde, um pote de sorvete, um pano e deixar ele ali, isolar o cômodo e chamar a VISAM para fazermos a retirada segura do animal. O morcego é da nossa fauna, ele tem a importância ecológica dele, por isso pedimos para que as pessoas não matem”, orientou.

“A partir do momento que se identifica uma anormalidade, nós vamos ao local, verificamos presença de sinais de colônia, verificamos o ambiente e identificamos pessoas que poderiam ter tido mais contato. Damos a orientação, perguntamos se teve mais alguém que tenha entrado em contato com o animal, procuramos essas colônias e fazemos uma cobertura vacinal dos cães e gatos da região. Sempre utilizamos EPI’s, temos a sorologia em dia, vacina contra raiva, barreira física, rede de neblina, entre outros métodos”, explica o coordenador.

Para os moradores que tem animais de estimação em casa, o Luis ressalta a importância de manter a vacinação sempre em dia.

“É importante vacinar anualmente os animais porque eles podem acabar mexendo no morcego por curiosidade e em uma mordedura ou lambedura ele pode contrair a doença, mesmo se o morcego estiver morto”, afirma.

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